Tecnologia ao serviço do ecossistema marinho
Cascais deu um passo decisivo na proteção da sua orla costeira ao integrar ferramentas de última geração no combate às algas invasoras que têm afetado a costa portuguesa. A estratégia municipal, que se destaca pela inovação, combina ciência oceânica com Inteligência Artificial (IA) para monitorizar e antecipar a proliferação destas espécies, protegendo tanto as zonas balneares como a biodiversidade local.
Como funciona o sistema de monitorização
O projeto baseia-se num grupo de trabalho multidisciplinar que integra entidades públicas e privadas. A tecnologia utilizada é vasta e inclui:
- Imagens de satélite e dados oceanográficos: Permitem uma visão macro da movimentação das massas de água.
- Algoritmos de Inteligência Artificial: Processam dados meteorológicos e correntes marítimas para prever, com maior precisão, quando e onde as algas poderão atingir o areal.
- Barreiras flutuantes: Implementadas estrategicamente para conter o avanço das algas antes que estas cheguem às praias mais frequentadas.
Este modelo, pioneiro à escala municipal, faz parte do Plano de Ação Municipal, o primeiro a ser aprovado pelo Conselho Municipal do Mar. O objetivo é claro: transformar a gestão territorial do espaço marítimo através da tecnologia, garantindo que o mar, um dos ativos estratégicos mais importantes do concelho, seja preservado para as gerações futuras.
Impacto na gestão do território
Luís Almeida Capão, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais, sublinhou a importância desta iniciativa: "O mar é um ativo estratégico em Cascais, a adoção de medidas de proteção da orla costeira e da biodiversidade marinha são uma prioridade na gestão territorial do espaço marítimo do Município".
Para os residentes e visitantes, esta medida significa uma maior segurança na utilização das praias e uma manutenção mais eficiente da qualidade da água. A capacidade de antecipação permite que as equipas de limpeza e proteção civil atuem de forma preventiva, reduzindo o impacto ambiental e os custos associados à remoção tardia de resíduos orgânicos invasores.
O que esperar nos próximos meses
Com a implementação destes quatro projetos tecnológicos já em curso, Cascais posiciona-se como um laboratório vivo de soluções sustentáveis. A autarquia pretende continuar a refinar os modelos preditivos, ajustando os algoritmos conforme a recolha de novos dados, assegurando que a resposta à crise das algas invasoras seja cada vez mais rápida e eficaz. Este é um exemplo claro de como a tecnologia pode ser uma aliada fundamental na preservação do património natural de Cascais.