O Arena Liga Portugal, no Porto, foi palco a 14 e 15 de outubro de 2026 da primeira edição da EXPOFUT2026, uma iniciativa pioneira que pretende profissionalizar e modernizar a indústria do futebol e do desporto em Portugal. O evento, que encerrou esta quarta-feira, surge num momento em que o setor enfrenta desafios crescentes de gestão, sustentabilidade e transformação digital. A feira, organizada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, serviu como ponto de encontro para clubes, empresas de tecnologia desportiva e decisores políticos, focando-se em temas que vão muito além das quatro linhas. Um dos pontos centrais do debate foi a necessidade de tornar os clubes portugueses mais resilientes financeiramente, através da diversificação de receitas e da otimização da gestão de ativos. A indústria do futebol, que movimenta milhões de euros anualmente em Portugal, procura agora formas de integrar práticas de sustentabilidade ambiental e social, respondendo às exigências dos novos investidores e dos adeptos. Durante os dois dias de conferências, especialistas discutiram o impacto da análise de dados no desempenho desportivo e na experiência do adepto, um tema que tem gerado debate sobre a privacidade e a ética na recolha de informações. A polémica em torno da comercialização de dados e da dependência tecnológica foi um dos tópicos mais quentes, com vozes críticas a alertarem para o risco de desumanização do desporto. Por outro lado, os defensores da inovação argumentam que a sobrevivência dos clubes de média dimensão depende desta modernização acelerada. O evento também destacou a importância do desporto federado como motor de coesão social, com várias mesas-redondas a abordarem o financiamento público e privado para as modalidades de formação. O que esperar a seguir? A Liga Portuguesa de Futebol Profissional já sinalizou que a EXPOFUT deverá tornar-se um evento anual, com o objetivo de posicionar Portugal como um hub europeu de inovação desportiva. A expectativa é que as conclusões deste encontro influenciem as próximas políticas de licenciamento e gestão dos clubes profissionais, num cenário onde a competitividade internacional exige cada vez mais profissionalismo e transparência.