Situação sob controlo no Planalto Mirandês
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, veio a público no dia 23 de outubro de 2026 serenar os ânimos dos produtores pecuários da região de Miranda do Douro. Em declarações oficiais, o governante garantiu que não existem razões para alarme relativamente à propagação do vírus Shamonda (SHAV), que tem afetado o setor bovino no Planalto Mirandês.
O alerta dos veterinários locais
Esta tomada de posição surge na sequência de um alerta emitido no dia 22 de outubro de 2026 pelo veterinário do Agrupamento de Defesa Sanitário (ADS) de Palaçoulo. O profissional manifestou preocupação com o custo elevado das análises laboratoriais necessárias para a deteção do vírus, que rondam os 30 euros por animal. Para explorações com vacadas de média dimensão, como uma com 50 animais, este valor representa um investimento financeiro significativo que coloca pressão sobre a rentabilidade dos produtores locais.
Esclarecimentos sobre o vírus
O ministro da Agricultura sublinhou que o vírus Shamonda, transmitido pela picada de insetos do género Culicoides, não apresenta um impacto de mortalidade grave nos animais. Mais importante ainda, o governante reforçou que não existe qualquer perigo de contágio para os seres humanos, desmistificando receios que pudessem ter surgido na comunidade. O foco do Ministério, segundo José Manuel Fernandes, mantém-se na investigação e no acompanhamento da situação sanitária, sem necessidade de medidas de pânico.
Impacto na pecuária local
O setor pecuário é um dos pilares da economia de Miranda do Douro. A preocupação dos produtores, manifestada através dos serviços veterinários de Palaçoulo, reflete a necessidade de um apoio mais robusto na gestão de riscos sanitários. Espera-se agora que o Ministério da Agricultura possa avaliar mecanismos de apoio para que o custo das análises não recaia exclusivamente sobre os criadores, garantindo a sustentabilidade das explorações que enfrentam este desafio sanitário sazonal.