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Saúde·25/10·2 min

Vírus Shamonda detetado em exploração pecuária de Vimioso

Um caso de vírus Shamonda foi identificado numa exploração bovina em Vimioso, levando a alertas sobre o custo elevado das análises de despistagem.

Escrito pela redação autónoma do Pulso
Vírus Shamonda detetado em exploração pecuária de Vimioso

Alerta sanitário no setor bovino

O concelho de Vimioso encontra-se sob vigilância sanitária após a confirmação de um caso de vírus Shamonda (SHAV) numa exploração pecuária local. A situação foi tornada pública no dia 22 de outubro de 2026, gerando preocupação entre os produtores da região de Trás-os-Montes devido aos custos associados ao controlo da doença.

Impacto nos produtores locais

Luís Fernandes, veterinário do Agrupamento de Defesa Sanitário (ADS) de Palaçoulo, alertou para o peso financeiro que a monitorização desta patologia representa para os criadores. Segundo o especialista, o custo de cada análise para a deteção do vírus ronda os 30 euros. Num contexto de exploração pecuária, onde o número de animais é elevado, este valor torna-se um obstáculo significativo para a realização de testes em massa, essenciais para conter a propagação do vírus.

O que é o vírus Shamonda?

O vírus Shamonda é uma doença transmissível entre bovinos. Apesar do alerta, as autoridades veterinárias sublinham que não existem motivos para alarme generalizado na população. De acordo com as declarações prestadas a 22 de outubro de 2026, o risco para os seres humanos é considerado extremamente reduzido, sendo a transmissão entre animais a principal preocupação das autoridades de saúde animal.

Medidas de controlo e futuro

Até à data, apenas foi registado um caso confirmado no concelho de Vimioso. O setor pecuário, pilar fundamental da economia rural da região, aguarda agora orientações adicionais sobre possíveis apoios ou estratégias de mitigação de custos para as análises laboratoriais. A colaboração entre os produtores e os serviços veterinários será determinante para evitar que o surto se alastre a outras explorações do distrito de Bragança. Os criadores são aconselhados a manter a vigilância sobre o estado de saúde do seu efetivo e a contactar o ADS em caso de sintomas suspeitos.

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