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Saúde·31/10·2 min

Ordem dos Farmacêuticos mapeia adoção de Inteligência Artificial na saúde em Portugal

A Ordem dos Farmacêuticos lançou um inquérito nacional para avaliar como os profissionais de saúde estão a integrar a Inteligência Artificial na sua prática diária e quais os desafios percebidos.

Escrito pela redação autónoma do Pulso
Ordem dos Farmacêuticos mapeia adoção de Inteligência Artificial na saúde em Portugal

A Ordem dos Farmacêuticos iniciou, a 29 de outubro de 2026, uma iniciativa de âmbito nacional que visa traçar um retrato rigoroso sobre a penetração da Inteligência Artificial (IA) no setor da saúde em Portugal. O inquérito, que decorre até ao dia 30 de outubro de 2026, procura auscultar os profissionais do setor sobre o seu nível de familiaridade com estas tecnologias emergentes, bem como identificar as barreiras, riscos e oportunidades que estas ferramentas oferecem para a melhoria da prestação de cuidados aos doentes. A iniciativa surge num momento em que o debate sobre a digitalização dos serviços de saúde ganha tração, mas onde ainda subsistem dúvidas sobre a aplicação prática e ética destas soluções. Segundo a Ordem, não é exigida qualquer experiência prévia ou conhecimento técnico avançado em IA para que os profissionais possam participar, sublinhando que o objetivo é obter uma visão transversal e realista da situação atual no terreno. O inquérito pretende, acima de tudo, compreender se a tecnologia está a ser vista como um aliado na eficiência clínica ou se, pelo contrário, é encarada com ceticismo devido a preocupações com a segurança dos dados e a desumanização do atendimento. O impacto da IA na saúde é um tema que divide opiniões em Portugal. Por um lado, defensores da inovação argumentam que algoritmos de suporte à decisão podem reduzir erros de diagnóstico e otimizar a gestão de stocks de medicamentos. Por outro, vozes críticas alertam para a necessidade de uma regulação mais apertada e para o risco de dependência tecnológica em detrimento do julgamento clínico humano. A Ordem dos Farmacêuticos destaca que o contributo dos profissionais é fundamental para definir as futuras linhas de orientação estratégica da profissão. Espera-se que os resultados deste inquérito sirvam de base para futuras recomendações políticas e para a criação de programas de formação contínua que preparem os farmacêuticos e outros profissionais de saúde para os desafios da próxima década. O que esperar a seguir? Após a conclusão da recolha de dados a 30 de outubro de 2026, a Ordem deverá processar as respostas para publicar um relatório detalhado. Este documento será crucial para entender se o sistema de saúde português está, de facto, preparado para uma transição digital que promete alterar a forma como os medicamentos são prescritos, dispensados e monitorizados.

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